quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Solidão é tocar uma música e eu pensar em você, é ter que te esquecer, enquanto eu quero lembrar de você, é sentir a cada dia você mais longe de mim é ver seus sonhos não se realizarem, solidão é amar, e não ser amado é ter que sorrir, enquanto eu quero chorar, é lembrar e não ser lembrado, é esperar você, sabendo que você não vem, é imaginar você perto de mim, enquanto você está com outra, é beijar outro pensando em você, é chorar por você e você não chorar por mim, solidão é estar calada enquanto eu quero falar para todos que eu te amo.
Não conseguia me desvencilhar dele sequer um segundo, era como se fosse um fantoche controlado pelo desejo que sentia quando o olhava, ahhh aqueles olhos negros, se afastando a medida que ele se encaixava nas minhas baixas entranhas.

Sempre estive pensando em como seria quando tivesse idade o suficiente para preencher meu sutiã, aquela coisa de meia independência, ter opiniões próprias, sair com os amigos. Meu aniversário de 16 anos não foi exatamente o que eu esperava. Decepcionante. Única boa notícia é que fui selecionada para a vaga de emprego que estou me candidatando desde que sai do curso preparatório, não será aquela maravilha ser aprendiz, mas vai dar para tirar uma grana, ter um pouquinho de “liberdade”, caso eu passe na bendita entrevista.

Acordei às 08h, com o despertador do celular no volume máximo tocando “codinome beija flor” empurrei e puxei de volta o edredom umas quatro vezes até criar a coragem para sair de baixo deles, peguei minha toalha  e fui para o banheiro, onde fiquei uns  dez minutos me olhando fixamente nua no espelho. Cabelos ondulados, descendo em cascatas sobre os ombros, alaranjados como o pôr do sol, tão cheia de sardas quanto o céu de estrelas em noites de verão, olhos cor de mel, chorosos e singelos. Nada muito atraente, nada muito diferente das outras.



terça-feira, 5 de agosto de 2014


Ah algumas lembranças que não param de me rodear, acho que tenho que escrever aqui para que só assim consiga acreditar que tudo aquilo realmente aconteceu.
Uma tarde tediosa a poucas horas de ir a escola recebi um sms, uma proposta realmente atraente.
- Por que você não vem aqui em casa? Estou sozinho, não se preocupe não vamos fazer nada que você não queira.
Pobre ingênuo, não ah nada relacionado a eu, você, casa, sozinho que eu não queira fazer.
Depois de pensar na proposta por alguns minutos respondi o sms.
- Já estou indo.
Fui caminhando devagar, tentando acalmar a ansiedade, quando passei pela rua dele o vi parado no portão. Legal, é pra valer, agora não da pra voltar atrás. O cumprimentei com um beijo no rosto e subi as escadas, fomos ao seu quarto sentei na cama e ele de frente para o computador. Sentia algo subindo pelo meu corpo, como se sentisse que dali alguns minutos estaria tendo a melhor foda de toda minha vida. Conversamos, afinal somos  bons amigos.
- Vamos assistir algo? Esta um friozinho.
Ok, cantada realmente criativa, mas como eu já estava ali era tudo ou nada.
- Pode ser
Ele colocou algo, na verdade nem me dei ao trabalho de olhar para a tela, veio deitar ao meu lado, de bermuda jeans e uma camisa que marcava um pouco o volume do seu corpo. NA BOOOOOOA, QUANDO O SEXO COMEÇA? Eu não parava de pensar, eu não podia esperar, então me virei para ele e quando o olhei ele me beijou, segurou sua mão firme na minha nuca, subindo pelo meu cabelo, e me deixando totalmente arrepiada, ta legal 10x0 pra ele. Era um beijo seco e quente, cheio de desejo e tesão, ele ia deslizando sua língua por toda a minha boca e eu estava completamente sem reação e então ele subiu em mim, me dando o maior susto para que assim voltasse aonde deveria estar. Foi deslizando sua mão da minha nuca até os meus quadris, subia e descia com uma intensidade que poderia ter um orgasmo ali mesmo. De repente senti algo entre minhas coxas quentes, uhul alguém tinha acordado e estava duro como uma pedra, ele subia e descia pelo meu corpo me fazendo sentir o tamanho do seu incrível instrumento.
Ta legal cara, pode parar de me torturar, tire a minha roupa agora.
- Vamos meter logo, por favor.- Me surpreendi quando vi que na verdade era eu quem tinha dito isso, Caramba, alto controle merda, alto controle.
Ele me olhou com uma cara de safado que me deixou com vontade de pular em cima dele,  simplesmente não me controlei, comecei a puxar sua camisa de um jeito brusco e tentador, nos beijávamos muito rápido e eu estava cada vez mais molhada, cacete de onde vem tanto tesão? Joguei sua camisa no chão e senti seu peito quente arder sobre minha pele, não poderia aguentar mais, simplesmente não podia. Comecei a puxar sua bermuda e ele parecia estar adorando, finalmente consegui o deixar seminu seu corpo sob aquela cueca box muito grudada, aonde eu podia ver perfeitamente o contorno da sua cabecinha latejando de desejo. E então foi a sua vez, ele começou passando seus dedos lentamente sobre meu corpo e começou a puxar minha blusa, pareceu demorar décadas até ele me deixar de sutiã, agora era a vez da minha calça, ele parou de me beijar e foi descendo seu rosto passando sua língua até meu umbigo, foi tirando devagar e quando conseguiu tirar ele suspirou.
- Como você é gostosa, que vontade de te foder agorinha mesmo. 
Ual, ele subiu outra vez e tirou meu sutiã, chupou meus seios com uma ferocidade  que me deixava cada vez mais louca de vontade, então desceu, puxando as alças da minha calcinha até tira- lá completamente e então abriu minhas pernas e se encaixou ali, como se fosse feito sob medida para o mesmo, sentia minha vagina latejar e completamente molhada, ele desceu sua língua até achar sua abertura, o senti sugando meu grelho enquanto encaixa seu dedo dentro da minha vagina, em um movimento maravilhoso de vai e vem. Estava enlouquecida, passava meus dedos entre seus cabelos com brutalidade. Perdi totalmente a noção do tempo naquela posição magnífica com sua língua explorando cada centímetro da minha vagina, provavelmente estávamos petrificados daquele modo a aproximadamente 40 minutos. E então eu o puxei, não aguentava mais eu precisa eu necessitava ser penetrada naquele instante. Puxei sua cueca pra baixo e vi aquele pênis, grande, rosa, molhado e latejante pender em cima de mim, não me contive, passei a mão em um movimento bem devagar de vai e vem e ouvi um gemido baixo vindo dele, então levantei as pernas, e as cruzei em cima da suas costas largas, o senti entrando muito quente, e molhado, uma dorzinha gostosa foi subindo e ele foi fazendo um vai e vem devagar e então ele aumentou o ritmo e aumentou mais ainda e quando achei que não poderia mais aguentar ele botou mais forte ainda, podia ouvir os estalos que dava quando eles se colidiam lá dentro. Estava totalmente fora de mim, eu era um mar de desejo só queria que ele não parasse de me foder. Como se ele soubesse como estava me sentindo mandou uma mais forte ainda, soltei um grito instantâneo e então foi diminuindo e quando percebi estava gemendo bem baixinho, então ele me grudou pelo cabelo e sussurrou no meu ouvido
- Geme pra mim sua safada
Então eu gemi, parei de tentar me segurar e gemia de um jeito que parecia estar suplicando que metesse em mim cada vez mais forte, eu estava totalmente tomada por aquele desejo maravilhoso.
-  Mete. Vai. Rápido. Por favor mais forte, mais forte.
 Então ele gozou, uma sensação de algo quente escorrendo e então ele deitou de barriga pra cima respirando cada vez mais forte. 
Se ele achou que tinha acabado, ah ele estava muito enganado.
Montei em cima dele, e senti seu pênis endurecendo quase ao mesmo tempo, deixei meus seios penderem em cima dele, balançando sobre seu rosto, e então ele segurou minha cintura com aquelas mãos fortes e me levantou, encaixou seu pênis na entrada e então eu pulei, fazendo ele entrar o mais rápido e forte que um humano poderia fazer, ele soltou um gemido que me deixou com mais vontade ainda e então eu pulava e pulava, sentindo seu saco batendo na minha bunda enquanto seu pênis deslizava maravilhosamente.
Ele estava completamente irreconhecível, gemia tanto que achei que iria gozar naquele momento e então ele falou
- Pula forte pula, mete tudo ai dentro sua cachorra.
Passou sua mão pela minha nuca e grudou no fundo do meu cabelo com uma força que achei que iria me machucar, mas na verdade tudo que eu queria era que ele me machucasse pra valer, enquanto a sua mão livre batia cada vez mais forte na minha bunda. E então eu senti, estava chegando eu iria gozar naquele momento e então ele sussurrou.
- Vou gozar tudinho dentro de você.
E apertou o meu peito e então eu gritei e chegamos lá.
Ele levantou para tomar um banho e eu vesti minha roupa, pensando no que acabara de fazer, caramba. Que loucura, então eu o esperei sair do banho dei um beijinho rápido nos seus lábios carnudos e sai, caminhando de volta pra casa pensei.
Preciso fazer isso outras vezes.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Um dia as coisas se ajeitaram, mas enquanto isso fico assim, nessa merda de sensações ruins reprimidas. É que eu tenho vontade de GRITAR, chorar, sentir dor..
Uma dor que sobreponha minha bipolaridade depressiva, que  me faça ME esquecer, porque agora  não é um bom momento para ser quem sou, gostaria de abrir um zíper na minha nuca, sair desse corpo e deitar em um lugar plano e úmido, onde minha insanidade possar exalar enquanto minha mente se transforma em nada. É só que.. parece que o inferno queima dentro de mim na mesma intensidade que o paraíso. Estou tão confusa que nem sei o que estou dizendo, só queria dormir para sempre. Queria que a angustia tivesse fim.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Não Gosto de Títulos

Bom, eu sei lá viu, estive olhando minhas primeiras postagens e vendo o quanto eu mudei rs, minhas utopias mudaram, meus gostos (exceto odiar a cor rosa) minhas gírias..
Como o tempo passou rápido, 2010 foi um bom ano, tive experiências extraordinárias com pessoas incríveis, algumas eu fui perdendo ao longo dos anos, outras acredito que nunca tenham me pertencido mas tudo isso me agregou, acredito que por mais louca que seja sou uma Garota de 16 anos muito madura, que passou por experiências inacreditáveis e perdas descomunais.
Olhando de fora alguns diriam, 16 anos? Porra, mas ainda tem muito pra viver. E tenho mesmo, muito, mas isso não faz com que eu não tenha vivido muitas experiências antes disso, já que sempre fui "precoce" aos julgamentos de terceiros, enfim, lendo as postagens notei o quanto ainda era inocente. Sinto saudades de muitas coisas daquela época, inclusive de mim, escrever já não é algo que faço com tanta frequência como fazia, antes, quando algo ficava complicado demais e eu não sabia o que fazer eu escrevia, como se aquilo pudesse me ajudar, no final das contas ajudava mesmo, mas depois de um tempo eu passei a me preocupar com outras coisas, fui parando de escrever e quando me sentia mal eu pirava velho, eu começava a ler um livro de 300 páginas às 08h  e quando era 10h eu já tinha lido e relido ele 10 vezes, fui esquecendo minha essência, desaprendi algo de bom que eu sabia fazer, é claro que erros de ortografia sobravam no meus textos, e ainda sobram é claro rs, mas eu sabia fazer aquilo, que louco meu, era só colocar os dedos no teclado e quando percebia tinha escrito vários textos bacanas até, estranhos confesso, pois nunca fui normal  mas eram bacanas. Ter perdido partes de mim, é estranho e doloroso, prefiro como era no passado, acho que minha inocência me fazia sonhar mais, ter mais esperança de um futuro melhor, agora, trabalhando, estudando e tendo  que agir como adulta a maior parte do dia 
não dá tempo de sonhar.
Apesar de todas as mudanças ainda sou a mesma problemática, estressada, ciumenta, marrenta, folgada, autêntica, safada e sem vergonha de sempre haha, gosto disso.

A coisa que sinto mais falta é ele, que me fazia suspirar mesmo nunca tendo o visto, que fazia rir e me mandava emails diariamente, que imaginava um futuro comigo e me valorizava, mesmo eu nunca fazendo isso, me sentia segura quando falava com ele, quando conversávamos sobre tudo e sobre nada  ao mesmo tempo, quando falávamos como ia ser nosso casamento, nossos filhos, nossa casa. Passei anos, esperando uma única ligação dele, esperando ele dizer vem aqui me encontrar eu to aqui pô, na verdade, acho que espero por isso até hoje, poder realizar todos os desejos que sonhei por muito tempo, poder tocá-lo, beija-lo e fazer amor por horas sentindo ele encaixado nas minhas entranhas, grudados, como se ao realizar isso, fossemos um só.
Bobagem, o tempo passou, e agora ele é de outra, que como ele disse "nunca foi embora" eu também não, tive várias vírgulas mas nunca um ponto final, porque hoje, com tudo que aprendi, percebi que o amo, do meu jeito, o amo loucamente, e isso para mim, basta.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eu não sei o que falar, pensar ou escrever, eu só.. To mal pra caralho e pode até ser crise adolescente mas  essa porra incomoda. 
Eu to triste porque eu morro de saudades, de saudades de mim, que merda, quem se perde nessa porra de vida? É tanta gente entrando e saindo da nossa vida, é  tanta gente mal que tentamos ajudar e esquecemos de nos ajudar. Eu me perdi, eu perdi meu foco, meu objetivo, eu me sinto uma vadia ridícula e eu tenho nojo da porra do ser humano que eu me tornei, me diz que merda eu sou? nem aqui nem lá, nem isso nem aquilo. 
Essa merda que é crescer? porque se for, na moral, eu não quero crescer não.
É um lixo se tornar um ser humano inútil assim, na boa eu tenho nojo de mim, tão desprezivelmente carente que preciso de um pouco de carinho dos outros, da compaixão, da merda de um sexo mal feito com um estranho pra ver se me sinto melhor, e tudo isso pra que? Ser tão vazia, e sozinha que chega a dar pena? O tempo todo eu estou nesse ciclo vicioso de merda, de sentir necessidade de afeto e achar que o sexo pode curar isso e ir lá e dar para o primeiro que passar e me sentir bem e quando acabar me sentir vazia, suja e fria e aí sabe o que eu faço? Transo outra vez, com outra pessoa me sinto bem e de repente PÁ na merda de novo. 
Eu sinceramente não sei como melhorar e na verdade nem sei se o que eu quero é melhorar sabe, parar de mendigar o amor de quem já ama outra pessoa é um passo grande demais neste momento. É que, sei lá, a única pessoa que acho que podia contar esta tão perdida quanto eu e a quilômetros de distância, pois é, como disse to na merda.